A gente se condiciona a segurar o choro, o amor, o carinho, o ódio... todos os sentimentos ficam presos por causa da educação, do bom senso e dos nossos muros internos. Dia desses eu vi uma pessoa dançando e senti vergonha alheia. Não era só uma dança, era uma dança bem primitiva, que certamente está dentro de todos nós em algum lugar do inconsciente de quando vivíamos primitivamente na África. Depois da vergonha, senti inveja por aquela pessoa ser bem mais livre do que eu, por se permitir trazer à tona gestos e atos bizarros. Isso, claro, vale para os sentimentos.
A liberdade é poder escolher segundo a vontade e não a necessidade ou para contrariar. Tenho liberdade para dizer o que eu quero? Não. Minha liberdade é bem limitada porque eu preciso respeitar o meu interlocutor. Sendo assim, não temos liberdade para quase nada. Você come o que você quer? Se come, está obeso e barrigudo. A gente come o que é bom para a saúde e não o que a gente tem vontade. Com o tempo, nos acostumamos, mas a real é essa.
Pelo menos a liberdade de sentimentos pode ser mantida, mas a gente não precisa vomitar isso nas pessoas. Eu estou tentando ficar cada vez mais completa nisso. Permito-me amar, odiar, ter raiva, nojo, desejo, compaixão, angústia, saudade..... tudo ao mesmo tempo e por coisas e pessoas diferentes. Sem culpas, sem medidas. Humano, demasiado humano.
PS: eu detesto meninas que usam top de viscolycra, fazem look anos 80 e usam sandálias plataforma.